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Vaginose bacteriana – Causa riscos para a saúde?

28 de março de 2018 - Sem categoria
Vaginose bacteriana – Causa riscos para a saúde?

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O que é?

Vaginose bacteriana é uma infecção na vagina, provocada por algumas bactérias conhecidas como anaeróbias, são microrganismos que já se encontram na região, entretanto, em pequenas quantidades, o que os tornam seres controlados. Controle esse realizado pelos lactobacilos que são bactérias também, entretanto, são pró-saúde, e como estão em maior número garantem a proteção do organismo.

“Toda mulher possui uma população de bactérias considerada “protetora”, como os lactobacilos – que mantêm o pH ácido e fazem parte da mucosa vaginal, oferecendo uma barreira competitiva contra a proliferação de bactérias que fazem mal à saúde. A vaginose ocorre quando, por algum motivo, há uma ruptura desse equilíbrio, diminuindo o número de lactobacilos e aumentando o número de bactérias anaeróbias.”

 

O fato é que, alguns hábitos, comportamentos, e/ou quadros clínicos revertem essa dinâmica e, com isso quem era a maioria, se torna a minoria, ocorrendo assim a proliferação das bactérias que causarão a infecção. As bactérias que estão envolvidas na vaginose bacteriana são:

Sintomas da vaginose bacteriana

Nem sempre a infecção apresentará sintomas, é muito comum ocorrer a ação de uma maneira assintomática. Todavia, dependo do grau da vaginose alguns sinais poderão ser concedidos pelo corpo. Os sintomas mais recorrentes são:

 

Diagnóstico

O diagnóstico poderá ser obtido por intermédio da análise laboratorial através da sondagem da cultura microscópica que está na secreção. O ginecologista pode também utilizar o Papanicolau para obter amostras da flora vaginal.

O tratamento

O tratamento para a vaginose bacteriana se dá, com a prescrição de antibióticos que podem ser aplicados na região da vagina (intravaginal) e/ou tomados. Os medicamentosmais indicados são:

Não deixe de consultar o seu ginecologista, caso apresente os sintomas acima. Não se automedique, procure um médico, o consumo de antibióticos sem o acompanhamento especializado pode acarretar na evolução dos microrganismos, resultando em bactérias superdesenvolvidas e outros.

“Em cerca de um terço dos casos a vaginose desaparece espontaneamente, devido à recuperação da população de lactobacilos. Por isso, o tratamento é variado e, nos casos considerados mais graves, pode incluir antibióticos para matar as bactérias anaeróbias.”

 

Prevenção

Conforme foi citado no começo do texto, alguns hábitos e comportamentos podem colaborar para a propagação das bactérias. Se possível evite os pontos abaixo para se prevenir da vaginose bacteriana:

Recomendações

Algumas recomendações também são necessárias para afastar a possibilidade de proliferação. São elas:

Vaginose bacteriana é uma DST?

Existe uma discussão entre os profissionais da saúde, para classificar ou não, a moléstia como uma doença sexualmente transmissível. Os especialistas que são a favor da classificação, dizem que por ela ser frequente em mulheres que possuem  mais de um parceiro sexual, a mesma deveria sim receber a nomenclatura de uma DST. Até mesmo informam que a bactéria pode sim ser transmitida durante a relação sexual.

Os especialistas que são contra, dizem que as bactérias sempre estiveram na vagina, e são pertencentes a flora vaginal, portanto, não deve receber a nominação.

“Apesar de não ser definida como uma DST – Doença Sexualmente Transmissível, a vaginose bacteriana pode ser transmitida via relação sexual. Por isso, é importante o uso de camisinha, seja masculina ou feminina, em todas as relações.”

 

É importante ressaltar que, mesmo sendo enquadrada ou não no grupo de DST’s, não se deve ter vergonha em buscar o atendimento médico, é muito comum as mulheres apresentarem esse tipo de infecção. Não deixe de buscar ajuda com medo da represália da população. Cuide da sala saúde, pois a negligência para com o cuidado da vaginose bacteriana pode ocorrer a infestação para outros órgãos.